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Heleno » Críticas

Estreia: 30 de março de 2012
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T-Kritz
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Críticas

33 críticas

Em certa medida, o filme faz para o futebol o que Touro Indomável(1980) fez pelo boxe: injeta paixão na trajetória de um esportista autodestrutivo.

Fotografado com o talento habitual pelo mestre Walter Carvalho (cujo documentário Raul estreou quase simultaneamente a esta cinebiografia), Heleno usa sua fotografia em preto e branco ao mesmo tempo para evocar um romantismo de época e a atmosfera triste e decadente de um homem sem rumo.

O problema de Heleno, ao tornar patologia os excessos do jogador, é que isso tira do personagem sua única glória: jogar não pelo prazer de jogar, mas pelo prazer narcisista de reafirmar seu gênio ante os demais.

O esforço e o talento dos envolvidos em realizar o projeto estão impressos na tela, desde a textura da imagem até os improvisos. Todos os elementos trabalham em harmonia para prestar uma merecida homenagem a um homem que dedicou corpo e alma ao amor por aquilo do qual um dia desfrutou.

Caso fosse contada cronologicamente, a trajetória de Heleno (1920-1959) talvez rendesse mais emoção. Do jeito escolhido, tende a aborrecer. Mas, diante de equívocos, há acertos, como a impecável recriação de época e atuação de Rodrigo Santoro (...).

Rodrigo, com fúria e sangue no olhar, nos leva para dentro do torvelinho de sentimentos do polêmico Heleno. Não é exagero nenhum dizer que este seria um trabalho para indicação ao Oscar (...). Desde já, um dos grandes filmes do ano.

"...com a ajuda da estrutura do filme, que sempre faz questão de colocar 'cara a cara' esses dois momentos do personagem, Santoro acaba fazendo, talvez, seu maior trabalho no cinema..."

Para os botafoguenses, obrigatório. Para os apaixonados pelo futebol, não menos. E para os amantes do cinema e do futebol, certamente que um raro momento de catarse.

Apesar de errar na forma, o longa mostra um outro Rodrigo Santoro, com uma bela produção de arte. E aplausos para a fotografia da produção.

Intensamente amado e odiado, Heleno é retratado fielmente e não decepciona.

O problema é que tanta tristeza não combina com a alegria que temos com o futebol, nossa paixão nacional. Isso faz de Heleno um filme difícil, depressivo. Tal qual foi ele próprio. Ainda assim merece ser visto, pela plasticidade e pela a dedicação de Rodrigo Santoro.

Recorrendo a uma bela fotografia em preto e branco – do premiado Walter Carvalho --, Heleno focaliza um personagem trágico, que flertou com a fama e a glória mas tinha encontro marcado com a queda.

Para quem anda chateado com a recorrente utilização de recursos documentais nos filmes de ficção brasileiros, notadamente os de caráter biográfico, Heleno é uma exceção refrescante.

Mesmo não sendo sobre futebol, ou até mesmo por isso, Heleno consegue ser um filme envolvente, forte e reflexivo. E não deixa de ser uma homenagem a garra de um atleta que queria acima de tudo fazer o seu trabalho com paixão e se sentir vitorioso. 

O teórico Béla Balázs afirmou que podemos filmar “não o rosto da alma, mas a alma no rosto”. Os closes de Rodrigo Santoro em “Heleno” estão entre os mais anímicos e irretocáveis de nosso cinema.

Com um roteiro um pouco confuso mas com uma ótima atuação de Rodrigo Santoro, que dá vida ao polêmico esportista, “Heleno” já pode ser considerado um dos melhores filmes nacionais do ano.

Apesar de deixar algumas lacunas em aberto, o filme resgata a contento parte da história de um dos maiores craques dos gramados do país. Rodrigo Santoro se destaca ainda mais no quarto final do filme, quando Heleno, extremamente fragilizado pela sífilis e já apresentando sinais de demência, definha internado num hospital psiquiátrico de Barbacena.

A sensação que tive ao longo do filme foi de desinteresse pois eu não me sentia nem um pouco conectado a esta história. Ao final da projeção o sentimento foi que talvez exista uma boa história por trás de Heleno, mas ela definitivamente não foi bem explorada nesse filme.

Em Heleno (idem, 2011), o cineasta José Henrique Fonseca, diretor de O Homem do Ano (idem, 2003) e filho do escritor Rubem Fonseca, criou uma cinebiografia que se distancia daquelas um tanto condescendentes que se tornaram tendência recentemente no cinema norte-americano, aproximando-se sim das mais antigas (...).

O cinema é cheio de histórias de gênios temperamentais. Transportados da vida real ou não, a maioria deles é apresentada como pessoas que vivem intensamente a vida até terminarem em um final trágico, muitas vezes em decorrência de seu comportamento. No cinema brasileiro já vimos algo nesse sentido em Cazuza e agora, com Heleno.

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