Gostou do nosso site?
Então curta!

Heleno » Críticas

Estreia: 30 de março de 2012
Assista ao trailer Comentários0 Acessos 387
Marcar 'favorito' (precisa estar logado)0Marcar 'quero ver' (precisa estar logado)2Marcar 'já vi' (precisa estar logado)36Marcar 'não tenho interesse' (precisa estar logado)0
71
T-Kritz
Baseada em 33 crítico(s)
Polêmico com avaliações geralmente favoráveis.
Incorporar T-Kritz
Após fazer sua seleção, copie e cole o código de incorporação acima. O código muda de acordo com a seleção.
Padrão Pequeno
Minha Avaliação
0102030405060708090100 Escreva uma crítica (precisa estar logado) Deixe um comentário (precisa estar logado)

Críticas

33 críticas

Fotografado com o talento habitual pelo mestre Walter Carvalho (cujo documentário Raul estreou quase simultaneamente a esta cinebiografia), Heleno usa sua fotografia em preto e branco ao mesmo tempo para evocar um romantismo de época e a atmosfera triste e decadente de um homem sem rumo.

Em certa medida, o filme faz para o futebol o que Touro Indomável(1980) fez pelo boxe: injeta paixão na trajetória de um esportista autodestrutivo.

O problema de Heleno, ao tornar patologia os excessos do jogador, é que isso tira do personagem sua única glória: jogar não pelo prazer de jogar, mas pelo prazer narcisista de reafirmar seu gênio ante os demais.

O esforço e o talento dos envolvidos em realizar o projeto estão impressos na tela, desde a textura da imagem até os improvisos. Todos os elementos trabalham em harmonia para prestar uma merecida homenagem a um homem que dedicou corpo e alma ao amor por aquilo do qual um dia desfrutou.

Caso fosse contada cronologicamente, a trajetória de Heleno (1920-1959) talvez rendesse mais emoção. Do jeito escolhido, tende a aborrecer. Mas, diante de equívocos, há acertos, como a impecável recriação de época e atuação de Rodrigo Santoro (...).

Rodrigo, com fúria e sangue no olhar, nos leva para dentro do torvelinho de sentimentos do polêmico Heleno. Não é exagero nenhum dizer que este seria um trabalho para indicação ao Oscar (...). Desde já, um dos grandes filmes do ano.

Apesar de errar na forma, o longa mostra um outro Rodrigo Santoro, com uma bela produção de arte. E aplausos para a fotografia da produção.

Recorrendo a uma bela fotografia em preto e branco – do premiado Walter Carvalho --, Heleno focaliza um personagem trágico, que flertou com a fama e a glória mas tinha encontro marcado com a queda.

Para os botafoguenses, obrigatório. Para os apaixonados pelo futebol, não menos. E para os amantes do cinema e do futebol, certamente que um raro momento de catarse.

Intensamente amado e odiado, Heleno é retratado fielmente e não decepciona.

Apesar de deixar algumas lacunas em aberto, o filme resgata a contento parte da história de um dos maiores craques dos gramados do país. Rodrigo Santoro se destaca ainda mais no quarto final do filme, quando Heleno, extremamente fragilizado pela sífilis e já apresentando sinais de demência, definha internado num hospital psiquiátrico de Barbacena.

O problema é que tanta tristeza não combina com a alegria que temos com o futebol, nossa paixão nacional. Isso faz de Heleno um filme difícil, depressivo. Tal qual foi ele próprio. Ainda assim merece ser visto, pela plasticidade e pela a dedicação de Rodrigo Santoro.

"...com a ajuda da estrutura do filme, que sempre faz questão de colocar 'cara a cara' esses dois momentos do personagem, Santoro acaba fazendo, talvez, seu maior trabalho no cinema..."

Em Heleno (idem, 2011), o cineasta José Henrique Fonseca, diretor de O Homem do Ano (idem, 2003) e filho do escritor Rubem Fonseca, criou uma cinebiografia que se distancia daquelas um tanto condescendentes que se tornaram tendência recentemente no cinema norte-americano, aproximando-se sim das mais antigas (...).

O filme Heleno de estrela solitária não tem nada. É um conjunto que dá certo e mostra que futebol e cinema podem, sim, formar um bom time.

Mesmo não sendo sobre futebol, ou até mesmo por isso, Heleno consegue ser um filme envolvente, forte e reflexivo. E não deixa de ser uma homenagem a garra de um atleta que queria acima de tudo fazer o seu trabalho com paixão e se sentir vitorioso. 

O teórico Béla Balázs afirmou que podemos filmar “não o rosto da alma, mas a alma no rosto”. Os closes de Rodrigo Santoro em “Heleno” estão entre os mais anímicos e irretocáveis de nosso cinema.

As manchetes de jornais que abrem Heleno já são suficientes para José Henrique Fonseca construir a persona de seu protagonista; um homem glorioso e problemático induzido por sua natureza ao autoboicote em uma longa jornada regada a drogas e libertinagem.

Com um roteiro um pouco confuso mas com uma ótima atuação de Rodrigo Santoro, que dá vida ao polêmico esportista, “Heleno” já pode ser considerado um dos melhores filmes nacionais do ano.

A sensação que tive ao longo do filme foi de desinteresse pois eu não me sentia nem um pouco conectado a esta história. Ao final da projeção o sentimento foi que talvez exista uma boa história por trás de Heleno, mas ela definitivamente não foi bem explorada nesse filme.

1 2